segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Police Academy VIII

O primeiro filme da série é de 1984. Foi um sucesso mundial. Tratou-se logo de fazer uma trilogia, ou duas, aliás, uma sextologia, sobre um grupo de cadetes incompetentes da policia, os seus instrutores e os casos em que se envolviam. Estreou um por ano, até 1989, altura em que o público, os críticos e alguns dos actores respiraram de alívio com o caminho embaraçoso que a série levava. Mas hão-de haver sempre milionários sem dois dedos de testa, dispostos a investir em mais uma sequela, desta vez, porque não em Moscovo, para ver se funciona. Estreou em 1994 e é escusado dizer o resultado (lembro-me que o aluguei:). Uma das personagens mais queridas dos fãs era o agente Mahoney (o engatatão), interpretado por Steve Guttenberg, e protagonista ao lado da miúda, Kim Cattrall (a que mais sexo faz na cidade). Guttenberg entrou nos quatro primeiros filmes e abandonou o projecto por se estar a tornar, nas palavras do próprio, uma merda, Cattrall ficou-se pelo primeiro. O resto das personagens tinham cada uma delas, as suas particularidades. Havia o gajo que fazia todo o tipo de sons, o grandalhão com quem ninguém se metia, a baixinha de voz estridente, a instrutora das mamas grandes, o nerd dos óculos, o comandante despassarado, o capitão cabrão e o seu lambe-botas, e depois começam a aparecer novos cadetes que vão ficando. No quarto até a Sharon Stone passa por lá. A maioria entrou em, pelo menos, cinco filmes. Um dos que fez o pleno foi o agente Tackleberry (David Graf), o lunático de óculos de sol e arma em punho. Agora que não tem nada para fazer e lhe deu as saudades dos companheiros de então, Guttenberg resolveu abraçar de novo o projecto e aproveitar para voltar à realização, depois do medíocre P.S. Your Cat Is Dead!. Já contactou toda gente e parece estar tudo disposto a juntar-se (ninguém teve a carreira que queria...), com a excepção de Tackleberry, um dos principais, que morreu de ataque cardíaco em 2001. Só deve estar pronto em 2011, mas Guttenberg já vai falando, talvez para tentar recriar o hype. Sobre a história nada se sabe, apenas a ideia de começar com o funeral de Tackleberry, para homenagear Gray e continuar em frente com a história, para onde talvez não interesse. Guttenberg parece muito confiante, talvez pela onda de remakes e revivalismos em que nos encontramos, sobretudo com o regresso de Mahoney que segundo ele é uma das razões de apenas os primeiros três filmes serem bons (esquece-se que também entra no quarto). Vamos ver se não se enterra mais.

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