Reunião de Pacientes
Get In the Closet!
da arte 7ª e do olho crítico

Grand Jury Prize, Drama
Push (Lee Daniels)
Grand Jury Prize, Documentário
We Live in Public (Ondi Timoner)
World Cinema Jury Prize, Drama
The Maid (Sebastian Silva)
World Cinema Jury Prize, Documentário
Rough Aunties (Kim Longinotto)
World Cinema Special Jury Prize, Documentário
Tibet in Song (Ngawang Choephel)
World Cinema Special Jury Prize, Drama
Catalina Saavedra (The Maid)
Special Jury Prize, Interpretação, Drama
Mo'Nique (Push)
Special Jury Prize, Documentário
Good Hair (Jeff Stilson)
Excellence in Cinematography, Drama
Adriano Goldman (Sin Nombre)
Waldo Scott Screenwriting Award
Nicholas Jasenovec e Charlyne Yi (Paper Heart)
Melhor Realização, Drama
Cary Joji Fukunaga (Sin Nombre)
Audience Award, Drama
Push (Lee Daniels)
Audience Award, Documentário
The Cove (Louise Psihoyos)
World Cinema Audience Award, Drama
An Education (Lone Scherfig)
World Cinema Audience Award, Documentário
Afghan Star (Havana Marking)
Charlie Stewart Kaufman é uma das personagens mais importantes do actual panorama cinematográfico de Hollywood aparecendo até no top 100 da Time Magazine como uma das pessoas mais poderosas, algo de relevante, tendo em conta que é o único argumentista da lista. Começou por escrever artigos cómicos para a revista da National Lampoon, passou a escrever sketches para algumas séries de televisão, mas só se tornou conhecido com o argumento de Beeing John Malkovich (realizado por Spike Jonze em 1999) que lhe valeu a primeira nomeação para os Óscares. Seguiu-se o argumento de Human Nature (primeira longa de Michel Gondry em 2001) que passou um pouco desapercebido e é provavelmente o seu prior trabalho. Em 2002 e de novo com Spike Jonze atrás da câmara, estreia Adaptation que lhe vale mais uma nomeação. Um dos melhores papéis de Nicholas Cage e a confirmação de Kaufman como escritor de top. Seguiu-se Confessions of a Dangerous Mind também em 2002. Marcou a estreia de George Clooney na realização e uma das poucas declarações de Kaufman à imprensa, a criticar Clooney por ter alterado o argumento sem o consultar. Em 2004 volta a escrever para Michel Gondry realizar e ganha o merecido Óscar de melhor argumento original com o genial Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Desaparecido há 4 anos, à muito se fala da sua nova criação que ele próprio tratou de filmar: Synecdoche, New York. A primeira data anunciada para a estreia do filme foi 14 de Novembro e prometia dar que falar, como aliás o fez na ante-estreia em Cannes, onde Kaufman esteve nomeado para a Palma d'Ouro. No entanto continua por estrear e foi totalmente esquecido nos Globos de Ouro e também nos Óscares, onde não somou qualquer nomeação. O filme conta a história de Caden, um encenador de teatro que se
prepara para realizar uma nova e grandiosa peça de grande realismo e honestidade, à qual se possa entregar completamente como se da história de uma vida se tratasse. À medida que vai recriando a cidade num grande armazém alugado, e enquanto os actores vão vivendo as personagens, a sua vida íntima vai-se deteriorando. Atormentado pelo fantasma da sua ex-mulher, pela ausência da filha, pela deficiência mental da outra filha, pelo arruinar do actual casamento, pela terapeuta que em nada ajuda, pelo actor principal da peça que é perfeito demais e pela sua misteriosa doença que o faz perder sistematicamente cada uma das suas funções vitais, vai-se enterrando cada vez mais na sua obra-prima, enquanto os anos vão passando rapidamente e se vai tornando ténue a diferença entre a realidade e a ficção. A chegada de uma experiente actriz parece vir ajudar Caden a alinhar a sua veia criativa. Kaufman cria um universo negro, recheado de personagens complexas no mundo das relações e da criatividade artística. Talvez a definição de sinédoque ajude a compreender. Caden é Philipe Seymour Hoffman e as mulheres à sua volta: Samantha Morton, Michelle Williams, Catherine Keener, Emily Watson, Jennifer Jason Leigh, Hope Davies e Dianne Wiest. Apesar de ter sido aplaudido por muitos, dos poucos que viram, o restante público tratou mal a obra, entre eles vários críticos, pelo facto de ser confuso demais. Houve quem dissesse que apenas Steinbeck compreenderia aquela espiral de ideias (que quer isto dizer?) Eu continuo ansioso, até porque o génio argumentista só tem vindo a superar-se. Fica o trailer.
Um dos temas em discussão com a aproximação da cerimónia dos Óscares é a do apresentador. No primeiro, a 16 de Maio de 1929, Fairbanks e DeMille, duas das maiores figuras de Holywood da altura, deram início ao mais celebre festival de cinema mundial. Bob Hope foi o maior da história, apresentando o evento por mais de 15 vezes durante os anos 40, 50 e 60. Johnny Carson e, mais recentemente, Billy Crystal foram os mais solicitados. O último já recusou imensas vezes, mas em 2004 lá fez a vontade. Agora parece pouco consensual a escolha de um apresentador. Steve Martin, se já teve piada, perdeu-a algures, ainda assim já lá foi duas vezes. Whoopi Goldberg tem caído no esquecimento, mas já lá esteve em quatro anos, nunca consecutivos, o que mostra a insatisfação contínua da academia. Chris Rock foi muito caustico, apesar de Bush não permitir o contrário. A cerimónia puxou um bocado à comunidade negra e no ano seguinte tivemos Jon Stewart. O excelente humorista e apresentador do Daily Show esteve muito bem em 2006 e 2008, mas foi acusado de exagerar nas críticas a Bush. Em 2007 foi agraciada a comunidade gay com Ellen DeGeneres, que esteve bem, mas pelos vistos não convenceu. Em suma, Jon Stewart seria o mais indicado. Para quê mudar o que está bem? Certo é que este ano temos Obama e seria de mau gosto continuar a criticar Bush. Talvez Stewart não fosse realmente a melhor escolha. Escolhido anteriormente à revelação dos nomeados, a opção recaiu numa estreia. Um homem elegante, bem apresentado, não-americano, com a carreira a atingir o auge e que até já apresentou os Tony Awards, onde foi elogiado e apontado como um entertainer cheio de estilo e sentido de oportunidade. Até ver, Hugh Jackman, (X-Men, The Fountain, The Prestige) nem parece má escolha. Com sentimentos contraditórios deve ter ficado o próprio, que assim viu gorada a hipótese de levar um Óscar para casa com Australia, um papel que ele diz ter sido o que sempre almejou. Na semana passada ficou a saber que nem nomeado foi.
Em relação a Australia, o novo filme do australiano Baz Luhrmann que dirigiu Romeu + Julieta e Moulin Rouge!, pode dizer-se que é um drama romântico de aventuras, em tempo de guerra, com aspirações a épico. Como protagonista ao lado de Jackman temos Nicole Kidman, com quem Luhrmann contou para atingir o estrelato que Moulin Rouge! quase lhe conferiu. O musical moderno foi um sucesso de bilheteira a nível mundial, resultado dum projecto longo e arrojado do realizador e duma jorrada de "imagens mtv" que nem sempre resultam em arte, mas têm retorno em números com muitos zeros. Russell Crowe era o eleito para fazer par com Kidman, mas Jackman não tem levado menos fãs às salas que o ex-gladiador. O filme estreou no dia mundial do consumismo (ok, não se compra, mas recebe-se o que se comprou), dia 25 de Dezembro, altruisticamente marcado para que toda a gente o possa ver. Claro que é normal as grandes produtoras agendarem lançamentos para esta altura, pudera. Claro que Luhrmann também tem direito, como outros, a encher os bolsos de pasta. O que lhe fica mal é vir dizer que alterou o fim da história, de modo a lucrar mais no box office, com um final mais feliz que o inicial. Palavras do próprio que caíram mal a muita gente que faz o que faz por amor a um ideal. Clássicos como Casablanca, Bonnie and Clyde ou E.T. não teriam atingido o mesmo estatuto com um final mais feliz. Como era de esperar o tiro saiu-lhe pela culatra. Gastou perto de 130 milhões de dólares e passado um mês em exibição fez pouco mais de 50 milhões. Nos globos de ouro teve zero nomeações e em 22 de Fevereiro tem a hipótese de ganhar o Óscar para melhor guarda-roupa. Boa Laz, bem que podias dar o nome ao Razzie para a personalidade mais vendida do ano no cinema.
O primeiro filme da série é de 1984. Foi um sucesso mundial. Tratou-se logo de fazer uma trilogia, ou duas, aliás, uma sextologia, sobre um grupo de cadetes incompetentes da policia, os seus instrutores e os casos em que se envolviam. Estreou um por ano, até 1989, altura em que o público, os críticos e alguns dos actores respiraram de alívio com o caminho embaraçoso que a série levava. Mas hão-de haver sempre milionários sem dois dedos de testa, dispostos a investir em mais uma sequela, desta vez, porque não em Moscovo, para ver se funciona. Estreou em 1994 e é escusado dizer o resultado (lembro-me que o aluguei:). Uma das personagens mais queridas dos fãs era o agente Mahoney (o engatatão), interpretado por Steve Guttenberg, e protagonista ao lado da miúda, Kim Cattrall (a que mais sexo faz na cidade). Guttenberg entrou nos quatro primeiros filmes e abandonou o projecto por se estar a tornar, nas palavras do próprio, uma merda, Cattrall ficou-se pelo primeiro. O resto das personagens tinham cada uma delas, as suas particularidades. Havia o gajo que fazia todo o tipo de sons, o grandalhão com quem ninguém se metia, a baixinha de voz estridente, a instrutora das mamas grandes, o nerd dos óculos, o comandante despassarado, o capitão cabrão e o seu lambe-botas, e depois começam a aparecer novos cadetes que vão ficando. No quarto até a Sharon Stone passa por lá. A maioria entrou em, pelo menos, cinco filmes. Um dos que fez o pleno foi o agente Tackleberry (David Graf), o lunático de óculos de sol e arma em punho. Agora que não tem nada para fazer e lhe deu as saudades dos companheiros de então, Guttenberg resolveu abraçar de novo o projecto e aproveitar para voltar à realização, depois do medíocre P.S. Your Cat Is Dead!. Já contactou toda gente e parece estar tudo disposto a juntar-se (ninguém teve a carreira q
ue queria...), com a excepção de Tackleberry, um dos principais, que morreu de ataque cardíaco em 2001. Só deve estar pronto em 2011, mas Guttenberg já vai falando, talvez para tentar recriar o hype. Sobre a história nada se sabe, apenas a ideia de começar com o funeral de Tackleberry, para homenagear Gray e continuar em frente com a história, para onde talvez não interesse. Guttenberg parece muito confiante, talvez pela onda de remakes e revivalismos em que nos encontramos, sobretudo com o regresso de Mahoney que segundo ele é uma das razões de apenas os primeiros três filmes serem bons (esquece-se que também entra no quarto). Vamos ver se não se enterra mais.










criadores é a mesma e muitos dos actores também (de realçar que o segundo ocupa actualmente a primeira posição no top de piores filmes do imdb, com a nota de 1.5/10 em 23.000 votos). Também com 4 nomeações está The Happening de Shyamalan... oh que aborrecido. Temos ainda muita gente conhecida: Al Pacino, Eddie Murphy, Mike Myers, etc, etc, etc. E o prémio carreira vai para... Uwe Boll. Não conhecia, mas se carregarem aqui dá para ver que é bem merecido. Os vencedores são conhecidos dia 21 de Fevereiro, na véspera do Óscares.Pior Filme
“Disaster Movie” e “Meet the Spartans”
“The Happening”
“The Hottie & the Nottie”
“In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale”
“The Love Guru”
Pior Actor
Larry the Cable Guy, “Witless Protection”
Eddie Murphy, “Meet Dave”
Mike Myers, “The Love Guru”
Al Pacino, “88 Minutes” e “Righteous Kill”
Mark Wahlberg, “The Happening” e “Max Payne”
Pior Actriz
Jessica Alba, “The Eye” e ”The Love Guru”
O elenco de “The Women” (Annette Bening, Eva Mendes, Debra Messing, Jada Pinkett-Smith and Meg Ryan)
Cameron Diaz, “What Happens in Vegas”
Paris Hilton, “The Hottie & the Nottie”
Kate Hudson, “Fool’s Gold” e ”My Best Friend’s Girl”
Pior Actriz Secundária
Carmen Electra, “Disaster Movie” e “Meet the Spartans”
Paris Hilton, “Repo: The Genetic Opera”
Kim Kardashian, “Disaster Movie”
Jenny McCarthy, “Witless Protection”
Leelee Sobieski, “88 Minutes” e “In the Name of the King”
Pior Actor Secundário
Uwe Boll como Uwe Boll, “Uwe Boll’s Postal”
Pierce Brosnan, “Mamma Mia!”
Ben Kingsley, “The Love Guru,” “War, Inc.” e “The Wackness”
Burt Reynolds, “Deal “ e ”In the Name of the King”
Verne Troyer, “The Love Guru” e “Uwe Boll’s Postal”
Pior Dupla
Uwe Boll e qualquer actor, câmara ou argumento
Cameron Diaz e Ashton Kutcher, “What Happens In Vegas”
Paris Hilton e Christine Lakin ou Joel David Moore, “The Hottie & the Nottie”
Larry the Cable Guy e Jenny McCarthy, “Witless Protection”
Eddie Murphy e Eddie Murphy, “Meet Dave”
Pior Prequela, Remake, Rip-Off ou Sequela
“The Day the Earth Blowed Up Real Good”
“Disaster Movie” e “Meet the Spartans”
“Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull”
“Speed Racer”
“Star Wars: The Clone Wars”
Pior Realizador
Uwe Boll, “1968: Tunnel Rats,” “In the Name of the King” e ”Postal
Jason Friedberg e Aaron Seltzer, “Disaster Movie” and “Meet the Spartans”
Tom Putnam, “The Hottie & the Nottie
Marco Schnabel, “The Love Guru”
M. Night Shyamalan, “The Happening”
Pior Argumento
“Disaster Movie” e ”Meet the Spartans,” escrito por Jason Friedberg e Aaron Seltzer
“The Happening,” M. Night Shyamalan
“The Hottie & the Nottie,” Heidi Ferrer
“In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale,” Doug Taylor
“The Love Guru,” Mike Myers e Graham Gordy
Razzie / Prémio de (pior) Carreira
Uwe Boll


Ball GT, cuja história já não é baseada no manga. Tendo como base elementos da mitologia japonesa, Akira criou um mundo fantástico de seres imaginários repleto de acção e aventuras. A série foi um sucesso em todo mundo, sendo líder de audiências no Japão durante 11 anos. No que diz respeito ao filme, vai ser produzido pela 20th Century Fox que tinha marcado a estreia para 15 de Agosto de 2008, mas como não tiveram tempo para a pós-produção remarcaram para 8 de Abril de 2009 nos Estados Unidos. No Japão vai estrear em Março e será o primeiro duma trilogia, embora isso dependa obviamente dos lucros gerados pelo primeiro filme que já vem um bocado atrasado em relação à série, até porque os direitos já foram comprados em 2002. A história é uma adaptação da primeira parte da saga e gira à volta de um jovem Son Goku (na altura no secundário) à procura das bolas de cristal (dragon balls) espalhadas pelo planeta. Depois da morte do seu avô Gohan que lhe deixou uma das bolas de recordação, Goku parte à procura do grande mestre Roshi e das outras 6 bolas, com a ajuda de Bluma, uma rapariga empertigada com queda para a tecnologia, que conseguiu inventar um radar que permite detectar as míticas bolas. Durante a aventura vão-se cruzar com várias personagens, umas boas e outras más, que acabam por se unir contra o mal que dá pelo nome de Lord Piccolo (o nosso Coraçãozinho de Satã), um poderoso extra-terrestre com planos para dominar o mundo. O realizador é James Wong, o mesmo de Final Destination 1 e 3, e de The One (pancada em universos paralelos com Jet Li), o que não augura grande coisa... Justin Chatwin é Son Goku, escolhido após casting, ainda está a iniciar a carreira. Como se pode ver na imagem, apenas Yun-Fat Chow é um velho conhecido, a ver vamos. Já foi lançado o trailer (em baixo), há cerca de um mês. Quem quiser estar a par das novidades pode ir a dbthemovie.
"A Decade Under the Influence" é um documentário do Ted Demme e do Richard LaGravenese sobre a revolução do cinema americano na década de 70. Para ser mais preciso, os testemunhos estendem-se desde meados da década de 60, até aos finais de 70, acompanhando a guerra do Vietnam e também o pós-guerra, o caso Watergate e a consequente demissão de Nixon, o crescimento duma contra-cultura subversiva, apoiada na liberdade das drogas, do sexo e do "do it yourself", a luta contra as injustiças sociais como o racismo e contra a generalidade de regras impostas. O documentário está dividido em três episódios (a versão que vi), e começa, em tom de introdução, por falar na decadência em que o cinema americano se encontrava, depois da era dourada dos anos 30 e 40, com o screwball, o film-noir e as grandes produções épicas da altura. A imagem das grandes estrelas cheias de glamour, foi-se arrastando ainda durante os anos 50, e nos anos 60 sentia-se, mais que nunca, a necessidade de ver e contar histórias sobre pessoas reais, em detrimento
daquelas personagens perfeitas em qualidades e defeitos. O novo cinema Europeu, sobretudo, mas também o Asiático, foram as grandes fontes de inspiração para os novos realizadores e argumentistas que viviam aquela realidade e queriam ajudar à revolução. Fellini, Godard, De Sica, Truffaut, Antonioni, Rossellini, Bergman, Kurosawa, e mesmo Cassavetes nos Estados Unidos, foram as principais influências, com uma maneira muito própria de filmar um cinema mais acutilante e mais próximo do espectador, contando, por vezes, as histórias mais simples e mundanas possíveis. A terminar o documentário, assistimos ao nascimento da grande indústria americana no final da década de 70, com filmes como Jaws, Rocky e Star Wars que levam cada vez mais gente às salas, batendo-se recordes de bilheteira uns atrás dos outros, passando-se depois ao merchandising, às sequelas e à produção em massa. Como já falei do principio e do fim, digo-vos apenas que os restantes 90% do filme são ocupados por nomes como Martin Scorsese, Francis
Ford Coppola, Robert Altman, Peter Bogdanovich, Clint Eastwood, Milos Forman, Dennis Hopper, Sidney Lumet, Al Ashby, Woody Allen, Roman Polanski, Sidney Pollack, William Friedkin, a dirigir outros como Jack Nicholson, Al Pacino, Gene Hackman, Robert De Niro, Ellen Burstyn, Julie Christie, Sissy Spacek, Jon Voight, Robert Redford, Jane Fonda, Peter Fonda, Goldie Hawn, em filmes como Bonnie and Clyde, Easy Rider, The Godfather, The Last Picture Show, Harold and Maude, Chinatown, Taxi Driver, The Exorcist, The French Connection, MASH, entre outros. Alguém leu isto até ao fim? Claro que faltam muitos nomes, principalmente de filmes, mas isto já vai longo. É um bom documentário, para quem gosta do tema, muito na onda do “Easy Riders Raging Bulls”. Nota: 4/5.
O novo projecto de Steven Soderbergh já foi exibido em Cannes, no New York Film Festival e estreia dia 24 deste mês nos Estados Unidos. Ernesto "Che" Guevera de la Serna volta ao grande ecrã num projecto ambicioso de Soderbergh, um épico histórico de 257 minutos, que demorou cerca de oito anos a ser preparado e 3 "Oceans" para ser pago. O filme tem sido apresentado por inteiro, com um intervalo de 30 minutos, mas será comercializado em duas partes, devido à sua longa duração: The Argentine e Guerrilla. Benicio Del Toro é o protagonista e era apontado como um possível candidato a levar a estatueta para casa, uma vez que ganhou o prémio em Cannes. Nos Globos de Ouro nem sequer foi nomeado, em deterimente de outras grandes interpretações. A primeira parte é baseada nas memórias de Che, "Reminiscences of the Cuban Revolutionary War" e fala da revolução que liderou em Cuba, derrubando o ditador Fugencio Batista em 1959. O segundo, baseado no seu diário "Bolivian Diary", conta-nos como, quase uma década depois, Che tenta fazer nova revolução, desta feita na Bolívia, mas não sendo bem sucedido, acaba por ser preso e executado. Apesar de ambas as partes seguirem o líder e a suas guerrilhas através de terrenos perigosos ou intransitáveis, em busca da melhor estratégia de ataque, a primeira é apontada como um filme mais de acção enquanto que a segunda puxa mais ao thriller. Géneros à parte, Soderbergh traz-nos um filme político que começou logo por criar discussões. Muitos acham que o lado mais violento de Che não foi devidamente retratado, deixando a imagem de herói que os putos de 15 anos trazem nas camisolas, sem conhecerem a verdadeira história. "Shake things up" diz Soderbergh. Como nisto há sempre a história do dinheiro, ainda estamos à espera da estreia apesar de já estar pronto há uns meses. Ainda dá para ver, quem não viu, o Diarios de Motocicleta de Walter Salles, bastante bom por sinal, como prequela do que aí vem, já que se trata, mais uma vez, duma adaptação dos diários de Che. Fica o trailer.Author: David Jenkins