sábado, 31 de janeiro de 2009

Dr. Fritz Fassbender

Peter Sellers é um dos maiores comediantes da história. Já foram feitas várias biografias, documentários e até um filme em 2004 sobre ele: The Life and Death of Peter Sellers, com mais um grande desempenho de Geoffrey Rush. Mais conhecido pelos 3 papéis em Dr. Strangelove do mestre Kubrick, pelo inepto Inspector Chefe Jacques Clouseau, na saga da Pink Panther de Blake Edwards, ou pelo autista em Being There de Hal Ashby, Sellers era um actor nato, encarnando sempre cada personagem ao mais ínfimo promenor e alegando uma certa falta de identidade em si próprio. Uma das personagens menos referenciadas e que mais me fizeram rir é este "Baby" Fritz, um psiquiatra tarado sexual com uma idade mental um pouco reduzida. Clive Donner e Richard Talmadge realizaram What's New Pussycat em 1965 e Woody Allen estreou-se como argumentista e actor secundário. Peter O'Toole é o homem mais bonito do mundo, assediado por todas as mulheres, que procura ajuda no psiquiatra. Tom Jones interpreta a música premiada nesta divertida comédia, muito 60's, onde sobressai o génio de Sellers acompanhado das beldades Romy Schneider, Capucine, Paula Prentiss e Ursula Andress.

Apresentação


Reunião de Pacientes


Get In the Closet!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Ghostbusters III


Depois do Academia de Polícia VIII, falo-vos de mais uma sequela, o terceiro filme dos Caça-Fantasmas. Cerca de 20 anos depois do segundo, chega em 2010 a continuação com uma nova geração de cientistas. Se as aventuras dos cadetes da polícia espalharam entretenimento nos anos 80, deixando os fãs ávidos por este regresso, o que dizer do fenómeno Ghostbusters. O primeiro, de 1984, foi um sucesso imediato. Uma comédia de ficção científica com um grande elenco, formado por comediantes conhecidos e Sigourney Weaver, estrela do marco Sci-fi, Alien. A começar com uma música de Ray Parker Jr. que ficou para história, e foi nomeada para óscar, juntam-se os efeitos especiais (também nomeados) que dão ao filme uma aura incomparável no género, onde desfilam uma variadade de fantasmas, dos mais amistosos e simpáticos, aos mais raivosos e demoníacos. Uma confluência de géneros que chega para assustar as crianças enquanto riem e saciam o seu imaginário do fantástico, já que cá estreou para maiores de 6, e ainda bem. O segundo filme saiu em 1989 e não foi tão bem recebido pela crítica, principalmente porque já não era novidade. Quanto ao que aí vem, os produtores andam a falar com as estrelas dos anteriores. Os busters originais, Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ernie Hudson parecem ter recebido a notícia como uma agradável surpresa e Weaver parece estar disposta a voltar à personagem de Dana Barrett. Numa entrevista à MTV confessou ter andado a conversar com Murray sobre o projecto e disse que mesmo que a sua personagem não chegasse a ter espaço na história, talvez o filho (que teve no segundo) possa entrar, agora com 20 anos. Lee Einsenberg e Gene Stupnitsky, argumentistas da série The Office, foram contratados para escrever a história. O realizador ainda não se sabe quem vai ser, mas espera-se que Ivan Reitman possa voltar. Em relação aos busters, não se espera que os velhotes dos 80's voltem à caça, apesar da participação no filme. Como tal começou-se a cogitar sobre a nova geração de caça-fantasmas e, rumor aqui, rumor ali, fala-se de Seth Rogen, Paul Rudd, Judd Apatow e afins. A ver vamos. O importante é ser tão espirituoso como o primeiro, já que é difícil ser tão original, e não estragar uma das mais divertidas criações do cinema americano dos anos 80.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Denis Leary Sobre os Seus Filmes

Denis Leary é um dos comediantes mais conhecidos nos Estados Unidos. Começou no Stand-Up, ficou conhecido na MTV com publicidades e imitações de pessoas conhecidas. Já entrou em mais de 40 filmes e actualmente é a estrela e co-criador da série Rescue Me, uma comédia dramática em que ele é bombeiro e divorciado da mulher, que tem tido sucesso e já vai na 5ª temporada. Leary é conhecido por ter um discurso caustico e irritado, a uma velocidade considerável. Recentemente lançou um livro intitulado "Why We Suck: A Feel Good Guide to Staying Fat, Loud, Lazy and Stupid" e gravou um video em duas partes, para o Funny or Die, a criticar alguns dos seus "melhores" filmes, num total de 5 minutos:

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sundance 2009

O maior festival de cinema independente decorreu de 15 a 25 de Fevereiro e apresentou uma variada lista de pequenos grandes filmes para a próxima temporada. Push foi o grande vencedor e o mais elogiado pela grande maioria dos críticos. Realizado por Lee Daniels, a história conta o drama de Claireese "Precious" Jones, uma adolescente pobre, infeliz, iliterada, violada pelo pai e agredida pela mãe que resolve inscrever-se na escola e aprender mais sobre si e o seu dialecto. Dizem maravilhas da representação da mãe (Mo'Nique) que compõe um elenco onde saltam à vista Lenny Kravitz e Mariah Carey. Os vencedores foram:

Grand Jury Prize, Drama
Push (Lee Daniels)

Grand Jury Prize, Documentário
We Live in Public (Ondi Timoner)

World Cinema Jury Prize, Drama
The Maid (Sebastian Silva)

World Cinema Jury Prize, Documentário
Rough Aunties (Kim Longinotto)

World Cinema Special Jury Prize, Documentário
Tibet in Song (Ngawang Choephel)

World Cinema Special Jury Prize, Drama
Catalina Saavedra (The Maid)

Special Jury Prize, Interpretação, Drama
Mo'Nique (Push)

Special Jury Prize, Documentário
Good Hair (Jeff Stilson)

Excellence in Cinematography, Drama
Adriano Goldman (Sin Nombre)

Waldo Scott Screenwriting Award
Nicholas Jasenovec e Charlyne Yi (Paper Heart)

Melhor Realização, Drama
Cary Joji Fukunaga (Sin Nombre)

Audience Award, Drama
Push (Lee Daniels)

Audience Award, Documentário
The Cove (Louise Psihoyos)

World Cinema Audience Award, Drama
An Education (Lone Scherfig)

World Cinema Audience Award, Documentário
Afghan Star (Havana Marking)

A exibição do documentário We Live in Public foi das mais apreciadas e fala sobre o efeito da web na sociedade pelos olhos de Josh Harris, um dos pioneiros da internet, conhecido como o "Warhol of the Web". Paper Heart, um mockumentary sobre a procura do amor verdadeiro também foi muito aplaudido, realizado por Charlyne Yi (namorada de Michael Cera) consegue confundir o real com o encenado. 500 Days of Summer, uma comédia romântica com Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel, sobre uma rapariga que não acredita no amor e um rapaz que se apaixona por ela, foi muito bem recebida, com destaque para um estilo narrativo pouco usual e inovador. Jim Carrey e Ewan McGregor numa comédia dramática sobre dois gays que dizem meter os últimos trabalhos de ambos num bolso: I Love You Phillip Morris. When You're Strange, um documentário sobre os Doors com novo material, pela mão de Tom DiCillo. Mary and Max de animação, sobre uma amizade por carta, entre uma solitária miúda de 8 anos e um obeso quarentão, cada um no seu continente. Could Souls o Sci-Fi de Sophie Barthes que tem sido comparado aos trabalhos de Charlie Kaufman, com Paul Giamantti a interpretar Paul Giamantti. Nota ainda para Adventureland, Black Dynamite (ambos já aqui focados), Sin Nombre, Brooklyn's Finest, In the Loop e Rudo y Cursi. Ficam alguns trailers.

We Live in Public


500 Days of Summer


I Love You Phillip Morris


Mary and Max

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Charlie Kaufman's Synecdoche, New York

Charlie Stewart Kaufman é uma das personagens mais importantes do actual panorama cinematográfico de Hollywood aparecendo até no top 100 da Time Magazine como uma das pessoas mais poderosas, algo de relevante, tendo em conta que é o único argumentista da lista. Começou por escrever artigos cómicos para a revista da National Lampoon, passou a escrever sketches para algumas séries de televisão, mas só se tornou conhecido com o argumento de Beeing John Malkovich (realizado por Spike Jonze em 1999) que lhe valeu a primeira nomeação para os Óscares. Seguiu-se o argumento de Human Nature (primeira longa de Michel Gondry em 2001) que passou um pouco desapercebido e é provavelmente o seu prior trabalho. Em 2002 e de novo com Spike Jonze atrás da câmara, estreia Adaptation que lhe vale mais uma nomeação. Um dos melhores papéis de Nicholas Cage e a confirmação de Kaufman como escritor de top. Seguiu-se Confessions of a Dangerous Mind também em 2002. Marcou a estreia de George Clooney na realização e uma das poucas declarações de Kaufman à imprensa, a criticar Clooney por ter alterado o argumento sem o consultar. Em 2004 volta a escrever para Michel Gondry realizar e ganha o merecido Óscar de melhor argumento original com o genial Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Desaparecido há 4 anos, à muito se fala da sua nova criação que ele próprio tratou de filmar: Synecdoche, New York. A primeira data anunciada para a estreia do filme foi 14 de Novembro e prometia dar que falar, como aliás o fez na ante-estreia em Cannes, onde Kaufman esteve nomeado para a Palma d'Ouro. No entanto continua por estrear e foi totalmente esquecido nos Globos de Ouro e também nos Óscares, onde não somou qualquer nomeação. O filme conta a história de Caden, um encenador de teatro que se prepara para realizar uma nova e grandiosa peça de grande realismo e honestidade, à qual se possa entregar completamente como se da história de uma vida se tratasse. À medida que vai recriando a cidade num grande armazém alugado, e enquanto os actores vão vivendo as personagens, a sua vida íntima vai-se deteriorando. Atormentado pelo fantasma da sua ex-mulher, pela ausência da filha, pela deficiência mental da outra filha, pelo arruinar do actual casamento, pela terapeuta que em nada ajuda, pelo actor principal da peça que é perfeito demais e pela sua misteriosa doença que o faz perder sistematicamente cada uma das suas funções vitais, vai-se enterrando cada vez mais na sua obra-prima, enquanto os anos vão passando rapidamente e se vai tornando ténue a diferença entre a realidade e a ficção. A chegada de uma experiente actriz parece vir ajudar Caden a alinhar a sua veia criativa. Kaufman cria um universo negro, recheado de personagens complexas no mundo das relações e da criatividade artística. Talvez a definição de sinédoque ajude a compreender. Caden é Philipe Seymour Hoffman e as mulheres à sua volta: Samantha Morton, Michelle Williams, Catherine Keener, Emily Watson, Jennifer Jason Leigh, Hope Davies e Dianne Wiest. Apesar de ter sido aplaudido por muitos, dos poucos que viram, o restante público tratou mal a obra, entre eles vários críticos, pelo facto de ser confuso demais. Houve quem dissesse que apenas Steinbeck compreenderia aquela espiral de ideias (que quer isto dizer?) Eu continuo ansioso, até porque o génio argumentista só tem vindo a superar-se. Fica o trailer.

Jackman Host e Australia

Um dos temas em discussão com a aproximação da cerimónia dos Óscares é a do apresentador. No primeiro, a 16 de Maio de 1929, Fairbanks e DeMille, duas das maiores figuras de Holywood da altura, deram início ao mais celebre festival de cinema mundial. Bob Hope foi o maior da história, apresentando o evento por mais de 15 vezes durante os anos 40, 50 e 60. Johnny Carson e, mais recentemente, Billy Crystal foram os mais solicitados. O último já recusou imensas vezes, mas em 2004 lá fez a vontade. Agora parece pouco consensual a escolha de um apresentador. Steve Martin, se já teve piada, perdeu-a algures, ainda assim já lá foi duas vezes. Whoopi Goldberg tem caído no esquecimento, mas já lá esteve em quatro anos, nunca consecutivos, o que mostra a insatisfação contínua da academia. Chris Rock foi muito caustico, apesar de Bush não permitir o contrário. A cerimónia puxou um bocado à comunidade negra e no ano seguinte tivemos Jon Stewart. O excelente humorista e apresentador do Daily Show esteve muito bem em 2006 e 2008, mas foi acusado de exagerar nas críticas a Bush. Em 2007 foi agraciada a comunidade gay com Ellen DeGeneres, que esteve bem, mas pelos vistos não convenceu. Em suma, Jon Stewart seria o mais indicado. Para quê mudar o que está bem? Certo é que este ano temos Obama e seria de mau gosto continuar a criticar Bush. Talvez Stewart não fosse realmente a melhor escolha. Escolhido anteriormente à revelação dos nomeados, a opção recaiu numa estreia. Um homem elegante, bem apresentado, não-americano, com a carreira a atingir o auge e que até já apresentou os Tony Awards, onde foi elogiado e apontado como um entertainer cheio de estilo e sentido de oportunidade. Até ver, Hugh Jackman, (X-Men, The Fountain, The Prestige) nem parece má escolha. Com sentimentos contraditórios deve ter ficado o próprio, que assim viu gorada a hipótese de levar um Óscar para casa com Australia, um papel que ele diz ter sido o que sempre almejou. Na semana passada ficou a saber que nem nomeado foi.

Em relação a Australia, o novo filme do australiano Baz Luhrmann que dirigiu Romeu + Julieta e Moulin Rouge!, pode dizer-se que é um drama romântico de aventuras, em tempo de guerra, com aspirações a épico. Como protagonista ao lado de Jackman temos Nicole Kidman, com quem Luhrmann contou para atingir o estrelato que Moulin Rouge! quase lhe conferiu. O musical moderno foi um sucesso de bilheteira a nível mundial, resultado dum projecto longo e arrojado do realizador e duma jorrada de "imagens mtv" que nem sempre resultam em arte, mas têm retorno em números com muitos zeros. Russell Crowe era o eleito para fazer par com Kidman, mas Jackman não tem levado menos fãs às salas que o ex-gladiador. O filme estreou no dia mundial do consumismo (ok, não se compra, mas recebe-se o que se comprou), dia 25 de Dezembro, altruisticamente marcado para que toda a gente o possa ver. Claro que é normal as grandes produtoras agendarem lançamentos para esta altura, pudera. Claro que Luhrmann também tem direito, como outros, a encher os bolsos de pasta. O que lhe fica mal é vir dizer que alterou o fim da história, de modo a lucrar mais no box office, com um final mais feliz que o inicial. Palavras do próprio que caíram mal a muita gente que faz o que faz por amor a um ideal. Clássicos como Casablanca, Bonnie and Clyde ou E.T. não teriam atingido o mesmo estatuto com um final mais feliz. Como era de esperar o tiro saiu-lhe pela culatra. Gastou perto de 130 milhões de dólares e passado um mês em exibição fez pouco mais de 50 milhões. Nos globos de ouro teve zero nomeações e em 22 de Fevereiro tem a hipótese de ganhar o Óscar para melhor guarda-roupa. Boa Laz, bem que podias dar o nome ao Razzie para a personalidade mais vendida do ano no cinema.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Police Academy VIII

O primeiro filme da série é de 1984. Foi um sucesso mundial. Tratou-se logo de fazer uma trilogia, ou duas, aliás, uma sextologia, sobre um grupo de cadetes incompetentes da policia, os seus instrutores e os casos em que se envolviam. Estreou um por ano, até 1989, altura em que o público, os críticos e alguns dos actores respiraram de alívio com o caminho embaraçoso que a série levava. Mas hão-de haver sempre milionários sem dois dedos de testa, dispostos a investir em mais uma sequela, desta vez, porque não em Moscovo, para ver se funciona. Estreou em 1994 e é escusado dizer o resultado (lembro-me que o aluguei:). Uma das personagens mais queridas dos fãs era o agente Mahoney (o engatatão), interpretado por Steve Guttenberg, e protagonista ao lado da miúda, Kim Cattrall (a que mais sexo faz na cidade). Guttenberg entrou nos quatro primeiros filmes e abandonou o projecto por se estar a tornar, nas palavras do próprio, uma merda, Cattrall ficou-se pelo primeiro. O resto das personagens tinham cada uma delas, as suas particularidades. Havia o gajo que fazia todo o tipo de sons, o grandalhão com quem ninguém se metia, a baixinha de voz estridente, a instrutora das mamas grandes, o nerd dos óculos, o comandante despassarado, o capitão cabrão e o seu lambe-botas, e depois começam a aparecer novos cadetes que vão ficando. No quarto até a Sharon Stone passa por lá. A maioria entrou em, pelo menos, cinco filmes. Um dos que fez o pleno foi o agente Tackleberry (David Graf), o lunático de óculos de sol e arma em punho. Agora que não tem nada para fazer e lhe deu as saudades dos companheiros de então, Guttenberg resolveu abraçar de novo o projecto e aproveitar para voltar à realização, depois do medíocre P.S. Your Cat Is Dead!. Já contactou toda gente e parece estar tudo disposto a juntar-se (ninguém teve a carreira que queria...), com a excepção de Tackleberry, um dos principais, que morreu de ataque cardíaco em 2001. Só deve estar pronto em 2011, mas Guttenberg já vai falando, talvez para tentar recriar o hype. Sobre a história nada se sabe, apenas a ideia de começar com o funeral de Tackleberry, para homenagear Gray e continuar em frente com a história, para onde talvez não interesse. Guttenberg parece muito confiante, talvez pela onda de remakes e revivalismos em que nos encontramos, sobretudo com o regresso de Mahoney que segundo ele é uma das razões de apenas os primeiros três filmes serem bons (esquece-se que também entra no quarto). Vamos ver se não se enterra mais.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Funny or Die

Para alargar um pouco mais o blogue a outros trabalhos e públicos, nasce uma secção para curtas e também sketches. Existem cada vez mais sites com vídeos, e cada vez mais vídeos com pouca qualidade dos que se reproduzem como coelhos. Um site que cresce à parte deste fenómeno, dá pelo nome de Funny Or Die. O conteúdo está cingido ao género da comédia e surgiu das cabeças de Will Farrell e Adam McKay. Para quem não conhece, são dois amigos da altura do Saturday Night Live, actor e realizador, respectivamente, que trabalharam juntos em Anchorman: The Legend of Ron Burgundy (04), Talladega Nights: The Ballad of Ricky Bobby (06) e Step Brothers (08). No site podemos encontrar vídeos de celebridades e comediantes dispostos a expor os seus projectos mais pessoais e, digamos, parvos. Do pessoal residente, ou quase, juntam-se a estes dois, Judd Appatow e Chris Henchy. Sendo estes os residentes, temos as visitas dos Frat Pack e dos Appatonianos, uma espécie de sucessão na comédia americana que tem vindo a dar frutos com crescentes cooperações. Um que já tinha ouvido falar há bastante tempo era o Landlord, deve ter sido um dos primeiros. Para além desse Good Cop, Baby Cop, ambos com Farrell, MacKay e a estrela Pearl McKay. Fica ainda um musical sobre a Proposition 8 (igualdade de direitos para os casais homossexuais), com Jack Black, John C. Reilly e mais umas caras conhecidas.

The Landlord

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Christopher Walken - Carreira em Imagens

Nasceu em Queens, Nova York, em 1943 e é um dos actores mais versáteis em actividade. Começou ainda puto a entrar em várias séries de televisão e estreou-se em 1969 com Me and My Brother. O pequeno papel em Annie Hall, em que fazia o irmão suicida de Diane Keaton, tornou-o mais conhecido do grande público e no ano seguinte ganhou o Óscar para melhor secundário em The Deer Hunter. Até hoje já interpretou mais de 100 papéis entre séries e filmes, sem contar com o trabalho de palco, onde se notabilizou sobretudo no inicio de carreira, tendo apenas mais uma nomeação, para secundário, com Catch Me If You Can em 2003. Exímio na representação, desde o drama à comédia, é mais conhecido como maléfico, psicótico, intrigante, perturbado, ameaçador ou perigoso, mas é excelente quando faz o contrário. Walken tem por caracteristica na sua carreira, o que se chama "roubar a cena" quando interpreta papéis menores em filmes maiores. Outra característica é a sua prolificidade, já que apenas recusa um papel se não tiver tempo para o fazer. Segundo ele aprende-se sempre com cada personagem e acrescenta: "I make movies that nobody will see. I've made movies that even I have never seen". Esta paixão pela sua arte de eleição faz dele um grande actor, desaproveitado em filmes de fraca qualidade, tornando-o pouco requisitado para papéis de grande exigência e reconhecimento, e ao mesmo tempo dá-lhe um estatuto de culto como poucos têm, pelas perfomances memoráveis com que já nos presenteou. Ficam aqui algumas imagens da carreira deste marco da cultura pop.

The Deer Hunter (1978)

Heaven's Gate (1980)

Brainstorm (1983)

The Dead Zone (1983)

King of New York (1990)

Batman Returns (1992)

True Romance (1993)

Pulp Fiction (1994)

The Addiction (1995)

Sleepy Hollow (1999)

Catch Me If You Can (2002)

Hairspray (2007)

Razzies 2009 - Nomeados

Também já se conhecem os nomeados para os Razzies deste ano. Destaque para Paris Hilton com 4 nomeações, três como actriz e uma como produtora. Os spoofs Meet the Spartans e Disaster Movie concorrem juntos a seis, uma vez que a fantástica dupla de criadores é a mesma e muitos dos actores também (de realçar que o segundo ocupa actualmente a primeira posição no top de piores filmes do imdb, com a nota de 1.5/10 em 23.000 votos). Também com 4 nomeações está The Happening de Shyamalan... oh que aborrecido. Temos ainda muita gente conhecida: Al Pacino, Eddie Murphy, Mike Myers, etc, etc, etc. E o prémio carreira vai para... Uwe Boll. Não conhecia, mas se carregarem aqui dá para ver que é bem merecido. Os vencedores são conhecidos dia 21 de Fevereiro, na véspera do Óscares.

Pior Filme
“Disaster Movie” e “Meet the Spartans”
“The Happening”
“The Hottie & the Nottie”
“In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale”
“The Love Guru”

Pior Actor
Larry the Cable Guy, “Witless Protection”
Eddie Murphy, “Meet Dave”
Mike Myers, “The Love Guru”
Al Pacino, “88 Minutes” e “Righteous Kill”
Mark Wahlberg, “The Happening” e “Max Payne”

Pior Actriz
Jessica Alba, “The Eye” e ”The Love Guru”
O elenco de “The Women” (Annette Bening, Eva Mendes, Debra Messing, Jada Pinkett-Smith and Meg Ryan)
Cameron Diaz, “What Happens in Vegas”
Paris Hilton, “The Hottie & the Nottie”
Kate Hudson, “Fool’s Gold” e ”My Best Friend’s Girl”

Pior Actriz Secundária
Carmen Electra, “Disaster Movie” e “Meet the Spartans”
Paris Hilton, “Repo: The Genetic Opera”
Kim Kardashian, “Disaster Movie”
Jenny McCarthy, “Witless Protection”
Leelee Sobieski, “88 Minutes” e “In the Name of the King”

Pior Actor Secundário
Uwe Boll como Uwe Boll, “Uwe Boll’s Postal”
Pierce Brosnan, “Mamma Mia!”
Ben Kingsley, “The Love Guru,” “War, Inc.” e “The Wackness”
Burt Reynolds, “Deal “ e ”In the Name of the King”
Verne Troyer, “The Love Guru” e “Uwe Boll’s Postal”

Pior Dupla
Uwe Boll e qualquer actor, câmara ou argumento
Cameron Diaz e Ashton Kutcher, “What Happens In Vegas”
Paris Hilton e Christine Lakin ou Joel David Moore, “The Hottie & the Nottie”
Larry the Cable Guy e Jenny McCarthy, “Witless Protection”
Eddie Murphy e Eddie Murphy, “Meet Dave”

Pior Prequela, Remake, Rip-Off ou Sequela
“The Day the Earth Blowed Up Real Good”
“Disaster Movie” e “Meet the Spartans”
“Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull”
“Speed Racer”
“Star Wars: The Clone Wars”

Pior Realizador
Uwe Boll, “1968: Tunnel Rats,” “In the Name of the King” e ”Postal
Jason Friedberg e Aaron Seltzer, “Disaster Movie” and “Meet the Spartans”
Tom Putnam, “The Hottie & the Nottie
Marco Schnabel, “The Love Guru”
M. Night Shyamalan, “The Happening”

Pior Argumento
“Disaster Movie” e ”Meet the Spartans,” escrito por Jason Friedberg e Aaron Seltzer
“The Happening,” M. Night Shyamalan
“The Hottie & the Nottie,” Heidi Ferrer
“In the Name of the King: A Dungeon Siege Tale,” Doug Taylor
“The Love Guru,” Mike Myers e Graham Gordy

Razzie / Prémio de (pior) Carreira
Uwe Boll

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Óscares 2009 - Nomeados

Melhor Filme:
"The Curious Case of Benjamin Button,"
"Frost/Nixon,"
"Milk,"
"The Reader,"
"Slumdog Millionaire."

Melhor Actor Principal:
Richard Jenkins, "The Visitor";
Frank Langella, "Frost/Nixon";
Sean Penn, "Milk";
Brad Pitt, "The Curious Case of Benjamin Button";
Mickey Rourke, "The Wrestler."

Melhor Actriz Principal:
Anne Hathaway, "Rachel Getting Married";
Angelina Jolie, "Changeling";
Melissa Leo, "Frozen River";
Meryl Streep, "Doubt";
Kate Winslet, "The Reader."

Melhor Actor Secundário
:
Josh Brolin, "Milk";
Robert Downey Jr., "Tropic Thunder";
Philip Seymour Hoffman, "Doubt";
Heath Ledger, "The Dark Knight";
Michael Shannon, "Revolutionary Road."

Melhor Actriz Secundária
:
Amy Adams, "Doubt";
Penelope Cruz, "Vicky Cristina Barcelona";
Viola Davis, "Doubt";
Taraji P. Henson, "The Curious Case of Benjamin Button";
Marisa Tomei, "The Wrestler."

Melhor Realizador:
David Fincher, "The Curious Case of Benjamin Button";
Ron Howard, "Frost/Nixon";
Gus Van Sant, "Milk";
Stephen Daldry, "The Reader";
Danny Boyle, "Slumdog Millionaire."

Melhor Filme Estrangeiro:
"The Baader Meinhof Complex," Germany;
"The Class," France;
"Departures," Japan; "
Revanche," Austria; "
Waltz With Bashir," Israel.

Melhor Argumento Adaptado
Eric Roth and Robin Swicord, "The Curious Case of Benjamin Button";
John Patrick Shanley, "Doubt";
Peter Morgan, "Frost/Nixon";
David Hare, "The Reader";
Simon Beaufoy, "Slumdog Millionaire."

Melhor Argumento Original:
Courtney Hunt, "Frozen River";
Mike Leigh, "Happy-Go-Lucky";
Martin McDonagh, "In Bruges";
Dustin Lance Black, "Milk";
Andrew Stanton, Jim Reardon and Pete Docter, "WALL-E."

Melhor Filme de Animação:
"Bolt";
"Kung Fu Panda";
"WALL-E."

Melhor Direcção Artística:
"Changeling,"
"The Curious Case of Benjamin Button,"
"The Dark Knight,"
"The Duchess,"
"Revolutionary Road."

Melhor Fotografia:
"Changeling,"
"The Curious Case of Benjamin Button,"
"The Dark Knight,"
"The Reader,"
"Slumdog Millionaire."

Melhores Efeitos Sonoros:
"The Curious Case of Benjamin Button,"
"The Dark Knight,"
"Slumdog Millionaire,"
"WALL-E,"
"Wanted."

Melhor Edição de Som:
"The Dark Knight,"
"Iron Man,"
"Slumdog Millionaire,"
"WALL-E,"
"Wanted."

Melhor Banda Sonora:
"The Curious Case of Benjamin Button," Alexandre Desplat;
"Defiance," James Newton Howard;
"Milk," Danny Elfman;
"Slumdog Millionaire," A.R. Rahman;
"WALL-E," Thomas Newman.

Melhor Música:
"Down to Earth" from "WALL-E," Peter Gabriel and Thomas Newman;
"Jai Ho" from "Slumdog Millionaire," A.R. Rahman and Gulzar;
"O Saya" from "Slumdog Millionaire," A.R. Rahman and Maya Arulpragasam.

Melhor Guarda-Roupa:
"Australia,"
"The Curious Case of Benjamin Button,"
"The Duchess,"
"Milk,"
"Revolutionary Road."

Melhor Documentário:
"The Betrayal (Nerakhoon),"
"Encounters at the End of the World,"
"The Garden,"
"Man on Wire,"
"Trouble the Water."

Melhor Documentário (curta):
"The Conscience of Nhem En,"
"The Final Inch,"
"Smile Pinki,"
"The Witness -- From the Balcony of Room 306."

Melhor Montagem:
"The Curious Case of Benjamin Button,"
"The Dark Knight,"
"Frost/Nixon,"
"Milk,"
"Slumdog Millionaire."

Melhor Caracterização:
"The Curious Case of Benjamin Button,"
"The Dark Knight,"
"Hellboy II: The Golden Army."

Melhores Efeitos Especiais:
"The Curious Case of Benjamin Button,"
"The Dark Knight,"
"Iron Man."

Melhor Curta:
"Auf der Strecke"
"Manon sur le Litume"
"New Boy"
"Grisen"
"Spielzeugland"

Melhor Curta de Animação:
"Ubornaya Istoriya - Lyubovnaya Istoriya
"Oktapodi"
"Presto"
"This Way Up"

Pazos

Pazos é um criminoso pouco competente e com pouco jeito para o negócio. O filme chama-se Airbag, o actor Manuel Manquiña e o conceito, esse, é o conceito. O filme é de morrer a rir, principalmente para quem entende o espanhol, ganhou 2 Goya em 98 e é uma das maiores comédias de culto do país vizinho. Três amigos vão a uma despedida de solteiro onde o noivo perde a aliança por ter metido o dedito onde não devia. Começa assim a grande aventura em busca do anel, onde entram mafiosos, narcotraficantes, chulos, prostitutas, intrigas internacionais e os perigosos portugueses liderados por Fátima du Espíritu Santo (Maria de Medeiros). Pazos é um intermediário do rei dos puticlubs, Villambrosa, e um secundário hilariante que abrilhanta esta comédia já de si muito cómica. Manquiña é um actor galego de cinema, teatro e televisão. Começou por actuar em bares e fez carreira na Galiza (actualmente tem um programa na televisão autónoma TVG), mas foi com esta personagem que ganhou projecção a nível nacional. Ficam 3 excertos:

10 Kilos de Centollos


Aupa Deportivo


El Concepto es el Concepto

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Lost Zombies


Os zombies são criaturas sobrenaturais, com lugar de destaque nos filmes de terror, mas também em livros, jogos e músicas. Depois de mortos, enterrados e de alguma forma reanimados, os mortos-vivos saem da tumba por falta de oxigénio e deambulam pela cidade em estado catatónico em busca de carne humana. Chegam a ser figuras "queridas" do imaginário juvenil ou infantil, que muito se interessam por monstros, fantasmas, duendes e estra-terrestres. O culto do zombie chegou à net aos sites de social network. És ou sempre imaginaste ser um zombie? Desde Maio de 2008 que podes aderir à maior comunidade de zombies online: LostZombies. Amigos, chat, profile, comentários, o costume. Qual é a novidade? Ao que parece a comunidade Zombie não pára de crescer. Já passou os 6000 mil e preparam-se para atacar Sundance, não para já, com um documentário a fingir (mockumentary) em que toda a gente pode participar. A meta proposta é a de 1000 vídeos e 10000 fotos, mas também se aceitam ficheiros áudio, e para já, está a proliferar. A forma mais fácil de participar é comprar uns autocolantes com o sinal de cuidado com a epidemia zombie, colá-los em sítios porreiros e tirar fotos para enviar para lá. Fica aqui uma amostra, ou uma espécie de trailer. Para mais informações vão ao site.


Hitchcock com Portishead

O mestre Hitchcock é indubitavelmente um dos grandes nomes da 7ª arte. Apesar da sua longa carreira que começou nos mudos anos 20 e terminou há mais de 30 anos, marcando mais de 50 da história do cinema, é uma das figuras mais conhecidas no espectro cinematográfico, entre os pequenos e os graúdos. Já toda gente ouviu falar do mestre do suspense e dos seminais Psycho, The Birds, Vertigo ou Rear Window, só para tocar alguns, tornando-o um dos poucos cineastas a reunir tamanho consenso entre o público e a crítica.

Tal como o Sir Alfred, a banda britânica Portishead é objecto dum fenómeno de culto a nível mundial. O conjunto nasceu em 1991 e é um dos fundadores do trip hop, ou som de Bristol (berço da formação), um misto de rock experimental com uma vincada componente electrónica e influência jazz. Apesar duma carreira com 18 anos (com um hiato de 6 dedicado a projectos paralelos), a formação lançou apenas 3 álbuns, o que não os impediu de encher salas de inúmeros seguidores por todo o mundo.

Um desses fãs resolveu dar a Hunter (uma das grandes músicas do último álbum, Third) um clip e, ao mesmo tempo, um novo trailer a Vertigo (uma das obras-primas da carreira de Hitchcock e do cinema mundial). O resultado está no maior veículo de informação audiovisual ao dispor de todo e qualquer internauta:


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Dragonball Evolution


Dragon Ball, o famoso manga japonês de Akira Toryiama vai chegar este ano às salas de cinema. Foi publicado inicialmente em 42 volumes e rapidamente adaptado para a televisão. Na versão anime deu origem a duas séries: Dragon Ball e Dragon Ball Z. Seguiu-se uma terceira, Dragon Ball GT, cuja história já não é baseada no manga. Tendo como base elementos da mitologia japonesa, Akira criou um mundo fantástico de seres imaginários repleto de acção e aventuras. A série foi um sucesso em todo mundo, sendo líder de audiências no Japão durante 11 anos. No que diz respeito ao filme, vai ser produzido pela 20th Century Fox que tinha marcado a estreia para 15 de Agosto de 2008, mas como não tiveram tempo para a pós-produção remarcaram para 8 de Abril de 2009 nos Estados Unidos. No Japão vai estrear em Março e será o primeiro duma trilogia, embora isso dependa obviamente dos lucros gerados pelo primeiro filme que já vem um bocado atrasado em relação à série, até porque os direitos já foram comprados em 2002. A história é uma adaptação da primeira parte da saga e gira à volta de um jovem Son Goku (na altura no secundário) à procura das bolas de cristal (dragon balls) espalhadas pelo planeta. Depois da morte do seu avô Gohan que lhe deixou uma das bolas de recordação, Goku parte à procura do grande mestre Roshi e das outras 6 bolas, com a ajuda de Bluma, uma rapariga empertigada com queda para a tecnologia, que conseguiu inventar um radar que permite detectar as míticas bolas. Durante a aventura vão-se cruzar com várias personagens, umas boas e outras más, que acabam por se unir contra o mal que dá pelo nome de Lord Piccolo (o nosso Coraçãozinho de Satã), um poderoso extra-terrestre com planos para dominar o mundo. O realizador é James Wong, o mesmo de Final Destination 1 e 3, e de The One (pancada em universos paralelos com Jet Li), o que não augura grande coisa... Justin Chatwin é Son Goku, escolhido após casting, ainda está a iniciar a carreira. Como se pode ver na imagem, apenas Yun-Fat Chow é um velho conhecido, a ver vamos. Já foi lançado o trailer (em baixo), há cerca de um mês. Quem quiser estar a par das novidades pode ir a dbthemovie.


domingo, 18 de janeiro de 2009

A Decade Under The Influence

"A Decade Under the Influence" é um documentário do Ted Demme e do Richard LaGravenese sobre a revolução do cinema americano na década de 70. Para ser mais preciso, os testemunhos estendem-se desde meados da década de 60, até aos finais de 70, acompanhando a guerra do Vietnam e também o pós-guerra, o caso Watergate e a consequente demissão de Nixon, o crescimento duma contra-cultura subversiva, apoiada na liberdade das drogas, do sexo e do "do it yourself", a luta contra as injustiças sociais como o racismo e contra a generalidade de regras impostas. O documentário está dividido em três episódios (a versão que vi), e começa, em tom de introdução, por falar na decadência em que o cinema americano se encontrava, depois da era dourada dos anos 30 e 40, com o screwball, o film-noir e as grandes produções épicas da altura. A imagem das grandes estrelas cheias de glamour, foi-se arrastando ainda durante os anos 50, e nos anos 60 sentia-se, mais que nunca, a necessidade de ver e contar histórias sobre pessoas reais, em detrimento daquelas personagens perfeitas em qualidades e defeitos. O novo cinema Europeu, sobretudo, mas também o Asiático, foram as grandes fontes de inspiração para os novos realizadores e argumentistas que viviam aquela realidade e queriam ajudar à revolução. Fellini, Godard, De Sica, Truffaut, Antonioni, Rossellini, Bergman, Kurosawa, e mesmo Cassavetes nos Estados Unidos, foram as principais influências, com uma maneira muito própria de filmar um cinema mais acutilante e mais próximo do espectador, contando, por vezes, as histórias mais simples e mundanas possíveis. A terminar o documentário, assistimos ao nascimento da grande indústria americana no final da década de 70, com filmes como Jaws, Rocky e Star Wars que levam cada vez mais gente às salas, batendo-se recordes de bilheteira uns atrás dos outros, passando-se depois ao merchandising, às sequelas e à produção em massa. Como já falei do principio e do fim, digo-vos apenas que os restantes 90% do filme são ocupados por nomes como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Robert Altman, Peter Bogdanovich, Clint Eastwood, Milos Forman, Dennis Hopper, Sidney Lumet, Al Ashby, Woody Allen, Roman Polanski, Sidney Pollack, William Friedkin, a dirigir outros como Jack Nicholson, Al Pacino, Gene Hackman, Robert De Niro, Ellen Burstyn, Julie Christie, Sissy Spacek, Jon Voight, Robert Redford, Jane Fonda, Peter Fonda, Goldie Hawn, em filmes como Bonnie and Clyde, Easy Rider, The Godfather, The Last Picture Show, Harold and Maude, Chinatown, Taxi Driver, The Exorcist, The French Connection, MASH, entre outros. Alguém leu isto até ao fim? Claro que faltam muitos nomes, principalmente de filmes, mas isto já vai longo. É um bom documentário, para quem gosta do tema, muito na onda do “Easy Riders Raging Bulls”. Nota: 4/5.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Che

O novo projecto de Steven Soderbergh já foi exibido em Cannes, no New York Film Festival e estreia dia 24 deste mês nos Estados Unidos. Ernesto "Che" Guevera de la Serna volta ao grande ecrã num projecto ambicioso de Soderbergh, um épico histórico de 257 minutos, que demorou cerca de oito anos a ser preparado e 3 "Oceans" para ser pago. O filme tem sido apresentado por inteiro, com um intervalo de 30 minutos, mas será comercializado em duas partes, devido à sua longa duração: The Argentine e Guerrilla. Benicio Del Toro é o protagonista e era apontado como um possível candidato a levar a estatueta para casa, uma vez que ganhou o prémio em Cannes. Nos Globos de Ouro nem sequer foi nomeado, em deterimente de outras grandes interpretações. A primeira parte é baseada nas memórias de Che, "Reminiscences of the Cuban Revolutionary War" e fala da revolução que liderou em Cuba, derrubando o ditador Fugencio Batista em 1959. O segundo, baseado no seu diário "Bolivian Diary", conta-nos como, quase uma década depois, Che tenta fazer nova revolução, desta feita na Bolívia, mas não sendo bem sucedido, acaba por ser preso e executado. Apesar de ambas as partes seguirem o líder e a suas guerrilhas através de terrenos perigosos ou intransitáveis, em busca da melhor estratégia de ataque, a primeira é apontada como um filme mais de acção enquanto que a segunda puxa mais ao thriller. Géneros à parte, Soderbergh traz-nos um filme político que começou logo por criar discussões. Muitos acham que o lado mais violento de Che não foi devidamente retratado, deixando a imagem de herói que os putos de 15 anos trazem nas camisolas, sem conhecerem a verdadeira história. "Shake things up" diz Soderbergh. Como nisto há sempre a história do dinheiro, ainda estamos à espera da estreia apesar de já estar pronto há uns meses. Ainda dá para ver, quem não viu, o Diarios de Motocicleta de Walter Salles, bastante bom por sinal, como prequela do que aí vem, já que se trata, mais uma vez, duma adaptação dos diários de Che. Fica o trailer.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Darren Aronofsky e as Influências de The Wrestler

The Wrestler só estreia cá em Março e ganhou 2 globos de ouro, como já aqui foi referido. Mickey Rourke foi o melhor actor dramático e Bruce Sprindsteen ganhou a melhor canção. Darren Aronofsky é o um dos grandes realizadores da nova geração que já nos presenteou com pérolas como Pi, Requiem for a Dream e The Fountain. No festival de Veneza ganhou o Leão de Ouro para melhor realizador e não seria de espantar a sua nomeação para os Óscares, a par de mais algumas para o filme. A Time Out de Londres foi entrevistá-lo, para sabermos quais foram as suas influências neste novo filme, que deixa de lado um registo mais estilizado e aposta numa filmagem mais realista, como em baixo se pode ler:


Darren Aronofsky on the films behind 'The Wrestler'

Greetings, grapple fans. As well as seeing the return of Mickey Rourke, Darren Aronofsky’s ‘The Wrestler’ is part of an American cinema tradition, as the director explains to David Jenkins


The Wrestler’ is the latest work by Darren Aronofsky, the 39-year-old director of ‘Pi’ and ‘Requiem for a Dream’. It’s interesting for three reasons. Firstly, it marks the return to ‘serious’ acting of its bruised star, Mickey Rourke, who plays a low-rent local wrestler, Randy ‘The Ram’ Robinson, who haplessly risks his life to cling on to past glories; the role won Rourke the award for best actor at Sunday’s Golden Globes. Secondly, the film picked up the Golden Lion at last year’s Venice Film Festival – a remarkable feat considering that Aronofsky’s last film, the tragically overblown sci-fi calamity, ‘The Fountain’, was booed on the same turf. Finally, ‘The Wrestler’ is a film firmly rooted in a long American tradition of films which examine the mysterious allure of violence as a way of life.

Here, Aronofsky explains how ‘The Wrestler’ fits into that last strain of American cinema by discussing some of the ‘fight films’ that influenced him.

Angel Heart’(1987)/‘Homeboy’(1988)
‘I became aware of Mickey Rourke through “Angel Heart”. I was backpacking in Europe when I was 18 and went to see the movie because I was a big Lisa Bonet fan (I was from Brooklyn and they filmed “The Cosby Show” down the street). I remember being blown away by his performance. He was so cool, so tough and so soft at the same time. I got to know “Homeboy” (above) when I started working with Mickey. He asked if I’d ever seen this boxing film he’d written, and he gave me a tape. Not many actors have armour like that. Then you look into his eyes and he’s got a jelly heart.’

Raging Bull’ (1980)
‘Well, “Raging Bull” is masterful in many different ways. I think it’s a very different type of film to “The Wrestler”, but, you know, it’s been a major influence. I feel it’s more of an impressionistic film. I think Scorsese was using the camera as a paintbrush, especially in the fighting scenes. I watch that film and I question whether it’s possible to make something like that today. “Raging Bull” is an art film, and it’s harder to get money for those kinds of projects. For a film like “The Wrestler”, we had one financial backer on the planet who was willing to make the movie with me, and because of that we had a very limited budget.’

Rocky’ (1976)
‘For me, “Rocky” is a sports movie, but it’s also a performance movie. Wrestling and wrestlers err more towards acting and theatre than towards sports. There was a film of John Osborne’s play “The Entertainer” (1960), which interested me: Olivier plays a vaudeville performer who can’t say goodbye to the stage. And relating to the idea of “Rocky”, there’s a song written by Charles Mingus called ‘The Clown’, a jazz song with lyrics, and it’s about a clown who has to do more and more extreme stunts. One day, he gets hit in the head with a prop and the crowd goes crazy, so he has to keep putting more and more of himself at risk. That was a big influence.’

They Live’ (1988)
‘I think that with “They LiveJohn Carpenter was trying to lampoon fight scenes as, you know, they were clearly fake. And what’s interesting about the hardcore wrestling in “The Wrestler” (where Rourke’s Randy “The Ram” Robinson is beaten with broken glass, barbed wire and staple guns) is that the audience are not idiots – they know wrestling is fake. I think one of the reasons that hardcore wrestling exists is because the cat is out of the bag and everyone’s knows that what they’re experiencing is a theatrical number. People in that bloodthirsty world are looking for men and women who risk themselves and their health by doing more and more dangerous stunts. In “They Live” – it’s not about who wins; it’s about how much can people hurt each other.’

Kickboxer’ (1989)
‘I am a fan of those movies. I used to love the Van Damme and Steven Seagal films when they came out. They were fun. They’re not making those kinds of movies in America any more; they prefer legitimate superheroes: middle-class, medium-build guys who become these pumped-up superheroes like Schwarzenegger, Stallone, Van Damme and Seagal from the 1980s. We don’t have many of those guys any more. Maybe Gerard Butler or Jason Statham, but it’s different. Then it was about body, now it’s about costumes. With our film, I don’t think we were commenting on those movies, but I’m sure it was floating around in my subconscious. There’s a lot about bodybuilding culture in “The Wrestler” and I’m sure that derives from all the early Schwarzenegger stuff like “Pumping Iron”.’

Fat City’ (1972)
John Huston’s ‘Fat City’ was something we drew on, especially the atmospheric vibe, the poetry and the naturalism. There was also another film called “North Dallas Forty” (1979) with Nick Nolte, and even though it’s an American football movie, a lot of the themes apply. Then there’s “Wanda” (1970) by Elia Kazan’s wife, Barbara Loden. It’s a great film. I was interested in the realism. My previous films, “Pi”, “Requiem for a Dream” and “The Fountain” were stylised. I missed being in the gutter. I wanted to go back there with “The Wrestler”.’

Author: David Jenkins