
Sir Arthur Conan Doyle editou em 1987 A Study in Scarlet, o primeiro romance do detective mais famoso da literatura britânica, Sherlock Holmes. Doyle escreveu mais de 50 contos, romances e peças de teatro sobre o investigador do final do século XIX, fiel seguidor do método científico e da lógica dedutiva, como meio de resolução dos mistérios que tinha entre mãos. Holmes e o inseparável amigo Watson foram adaptados à tela e ao pequeno ecrã um sem número de vezes, desde Adventures of Sherlock Holmes de 1905, até aos dias de hoje, em curtas e longas-metragens, telefilmes, séries de TV e sketches cómicos, com muitas variações da obra e até paródias. O mais conhecido é provavelmente The Hound of the Baskervilles e remonta ao ano de 1939 enquanto que a recente produção, mais considerável, é o Xangô de Baker Street de 2001, com o nosso Joaquim de Almeida, apesar de já não haver uma versão que interesse ao público há imensos anos. Em filmagens e com data de estreia marcada para 19 de Novembro, está uma super-produção a cargo de Guy Ritchie (Snatch), intitulada apenas Sherlock Holmes. A história ainda se encontra nos segredos dos deuses, sabe-se apenas que a dupla anda atrás dum bandido que ameaça toda a Inglaterra, e que não se trata apenas de um filme de crime e mistério, mas também um thriller de acção e aventura, onde Holmes despe o traje e ataca com os punhos. Para além do legado de Conan Doyle, a história também terá como base a adaptação para comic de Lionel Wigram, onde Holmes mostra a sua faceta mais moderna e boémia, e se veste mais como um artista ou um poeta. Ritchie queria um actor jovem para dar uma abordagem à obra tipo Batman Begins (já deve estar a pensar no dinheiro das sequelas), mas resolveu apostar em Robert Downey Jr. que está em grande depois da reabilitação. Watson é Jude Law, mas não é o palerma dos filmes dos anos 30 e 40, e até já fez com que Ritchie e Downey Jr. se chateassem porque este foi obrigado a usar tacões para não parecer tão baixo. O vilão é Lord Blackwood, interpretado por Mark Strong e a femme fatale é Irene Adler às ordens de Rachel MacAdams. Há apenas algumas imagens à disposição e muito burburinho à volta da produção. Esperamos para ver.
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